Já diz o ditado: ‘o seguro morreu de velho’! Viajar é muito bom sim, mas viagem sem perrengue é ainda melhor. Claro, tem coisas que não podemos prever, mas por outro lado há muito que podemos fazer para prevenir momentos desagradáveis e também garantir a nossa segurança. Volta e meia recebemos comentários (aqui no blog, na página do Facebook ou no nosso perfil do Instagram) de leitores que se sentem inseguros (seja porque estão fazendo a primeira grande viagem, porque irão viajar sozinhos ou simplesmente porque não estão acostumados a planejar viagens), então pensei que seria bacana falar um pouco sobre os meus hábitos que coloco em prática para viajar com tranquilidade.

Cada pessoa, claro, cria seus próprios hábitos e ‘rotina’ de viagem, por isso essa lista deve ser tratada apenas como sugestão, como base pra você fazer a sua, ver o que se adapta ao seu estilo. E, se você tem alguma outra sugestão, por favor deixe nos comentários! Esse é o tipo de post que melhora com a interação dos leitores, afinal cada um tem uma experiência diferente, e certamente todos tem algo valioso para acrescentar!

1. Deixe seu itinerário com alguém

Claro que você não precisa descrever em que restaurantes vai ou em que ruas vai passear, mas deixar o nome do hotel, número do vôo e que dias estará em quais cidades é uma precaução super básica. Sempre bom alguém saber por onde você anda, não apenas para sua segurança, mas também caso alguém precise entrar em contato com você em uma emergência.

2. Tenha os telefones de emergência na cidade/país de destino

Uma rápido busca no Google basta para encontrar  o site do consulado na cidade onde você estará (ou cidade mais próxima, já que não existem consulados de todos os países do mundo em todas as cidades do mundo!), pois caso aconteça algo com o seu passaporte, eles é que vão te ajudar (veja esse site do Ministério das Relações Interiores). Informe-se também sobre telefones de emergência (como o internacionalmente reconhecido 911 nos Estados Unidos) da polícia e ambulância. Guarde esses números no seu celular, e também se mande por email.

3. Escaneie passaporte/documento de identidade e se mande por email

Simples, rápido, dá pra fazer agora! Pegue seu passaporte, escaneie (ou tire uma foto) as páginas com a foto, número e também com vistos e se mande por email. Pronto! Lembre-se de refazer quando você renovar seu documento. Ter o número do passaporte sempre a mão pode ser bastante útil, e ajuda MUITO caso você precise obter um documento de emergência no caso de roubo/perda.

4. Hidrate-se e proteja-se do Sol

Taí uma coisa que a gente sempre aconselha os outros, mas raramente segue a risca: cuidar da saúde. Coisas que a gente tem que fazer no dia a dia e continuar a fazendo quando viaja: beber água (SEMPRE carregue uma garrafinha com você) e usar protetor solar (mesmo no frio congelante) são atos tão importantes em uma viagem quanto levar dinheiro e ver a previsão do tempo. Não estou exagerando! Na empolgação de caminhar o dia todo e visitar museus/atrações, a gente acaba se esquecendo de se hidratar. E o protetor solar então? Sofrer queimaduras pode arruinar sua viagem. Aconselho a dar uma lida nesse post (em inglês), o relato da blogueira Megan Claire sobre o dia que ela esqueceu de usar protetor solar.

5. Faça seguro saúde

Eu viajo bastante a trabalho, e quase caí pra trás quando uma colega (que costuma viajar muito também, as vezes comigo) me disse que nunca fazia seguro, que ‘sempre esquecia’. Seguro saúde é o tipo de gasto essencial, não se deve pensar duas vezes. A probabilidade de usá-lo é baixa (e por isso tem gente que acha que é dinheiro desperdiçado), mas a surpresa de uma conta de hospital em moeda estrangeira e algo que não desejo pra ninguém! Alguns seguros incluem também proteção financeira para outros problemas de viagem: vôo cancelado, bagagem perdida, entre outros. Veja qual é o melhor para seu perfil (e perfil da sua família), e faça!

6. Tenha mais que uma forma de pagamento

Acredite: mesmo nas cidades mais cosmopolitas do mundo existem lugares que não aceitam cartão. Por isso é aconselhável ter dinheiro vivo, assim você nunca será pego desprevenido. Nada mais chato do que descobrir que o restaurante onde você acabou de almoçar aceita apenas dinheiro (e só descobrir quando chegar a conta). Pior ainda: ter que andar um monte até o caixa eletrônico mais próximo (já aconteceu comigo em Praga, na República Tcheca). Você não necessariamente precisa trocar dinheiro ainda no seu país de origem, mas procure um caixa eletrônico ou faça a troca em uma casa de câmbio assim que chegar no destino.

7. Familiarize-se com o mapa da cidade

A primeira coisa que eu faço quando fecho uma viagem é entrar no Google Maps pra me familiarizar. É bom fazer isso antes de reservar o hotel: procure pelo endereço e veja sua distância em relação as atrações mais conhecidas e pontos de referência como parques, rios, estações de trem e aeroporto. Você não precisa decorar nomes de ruas e bairros, mas ter uma noção do perímetro da cidade e da região (ou regiões) onde se concentram as atrações da cidade ajuda demais na hora de ‘navegar’. Saber se você está do lado sul ou norte do Rio Tâmisa em Londres, por exemplo, é essencial para o planejamento do seu roteiro.

8. Pesquise dias e horários de funcionamento

É tão frustrante planejar uma visita a uma atração e dar com a cara na porta! Por isso, por mais que você não goste de grandes planejamentos, veja com antecedência quais os lugares que você faz questão de visitar (seja um museu, uma loja ou um restaurante) e anote o horário de abertura. Para os mais organizados, compre ingresso (se preciso, claro) antes pela internet, o mesmo vale para reserva em restaurante. Quando fui a Estocolmo não fiz esse planejamento e descobri que muitos restaurantes fecham no domingo, por exemplo.

9. Planeje o trajeto aeroporto/hotel

Não deixe para ver como você vai até seu hotel apenas quando chegar na cidade, mesmo que você vá pegar um táxi. Aeroportos e estações de trem são, obviamente, cheio de turistas recém chegados com cara de perdidos, portanto um prato cheio para pessoas de má fé. Entre no site do aeroporto, geralmente há uma seção ‘como chegar’ que explica quais as opções de transporte público e fala também o lugar exato pra pegar táxi. No aeroporto JFK em Nova York, por exemplo, os taxistas cobram uma tarifa fixa para ir até Manhattan, mas é preciso ir para a fila dos táxis autorizados. Não aceite ‘convites’ de pessoas que ficam no desembarque oferecendo seus serviços.

10. Use o cofre do hotel

Guarde documentos importantes e o dinheiro que não for usar no dia – assim como computador ou outros bens que você considere valiosos – no cofre do hotel. Eu aconselho a deixar o passaporte no cofre, e andar com outra identidade, como RG ou carteira de motorista. Claro que a maioria dos hotéis não tem problemas de roubos, mas infelizmente eles acontecem. Colocar no cofre é muito mais seguro do que deixar na mala!

11. Use os blogs de viagem

Em blogs de viagem você encontrará relatos pessoais e honestos, desde roteiros detalhadíssimos a dicas de restaurantes e informações práticas de como usar transporte, que comida pedir no restaurante e qual a melhor localização para escolher seu hotel. Em muitos casos, são nesses blogs que você encontrará a resposta para algumas questões mencionadas nas dicas acima, como trajeto de aeroporto pro hotel e dias e horários de funcionamento de lojas e atrações.

Fonte: Aprendiz de Viajante (@helorighetto)

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