dicas para economizar na alimentação em viagens

Quando planejamos uma viagem, normalmente os custos de passagens aéreas e hotéis são conhecidos de antemão. Mas alimentação é um dos vilões, porque está na classe de custos “flutuantes”. Não dá pra planejar um cardápio em cada cidade antes de viajar e saber exatamente quanto se vai gastar e com isso, portanto os riscos de chegar ao fim da viagem com menos dinheiro do que o esperado ou com uma conta de cartão de crédito indesejada, são grandes. As vezes o hotel foi reservado por um precinho camarada, mas fazer uma das refeições no quarto, pode dobrar a sua conta. Eu adoro comer bem e cada vez mais prezo a culinária local, quero provar o máximo possível do que o país ou cidade em questão tem de melhor para acrescentar mais valor à minha experiência de viagem, mas faço isso sem comprometer meu orçamento.
Para ajudar nesta tarefa, aqui vão algumas dicas que eu tento usar sempre:

1. Descubra o que faz parte da cozinha local

Em Paris, um dos lugares mais caros pra se comer na Europa, há também uma profusão de opções. Os famosos crepes estão em várias barraquinhas na rua. Croissants e os sanduíches com pão francês são também muito comuns. Na Itália abuse das massas. Vinhos também são baratos. Na Alemanha, cerveja. Em Vancouver no Canadá, não deixe de aproveitar o Salmão. Frutas podem ser caríssimas em vários locais da Europa, mas na América do Sul e Central podem ser encontradas pela fração do preço que são vendidas na Europa e EUA. E ao invés de procurar por comida brasileira, que em outro país pode ser muito cara, procure informações sobre a culinária local. O que tem em abundância nos locais que você vai visitar. Não se esqueça de provar um Gellato se você estiver na Itália.

2. Use o Supermercado

Apesar de ser uma dica antiga, essa ainda é uma das opções menos usadas por viajantes. E quando eu falo em supermercado, não estou sugerindo que você faça compras no supermercado, mas que tente numa das refeições procurar por opções. Na maioria das cidades grandes tem sempre um supermercado ou lojinha perto dos hotéis. Para o café da manhã, eu costumo um suco de laranja em garrafa, um croissant ou muffim e uma fruta e isso me custava as vezes três vezes menos que se for comprar num bar ou restaurante. Em Paris, adoro comprar um sanduíche ou uma salada e colocar na mochila, pra então no meio do dia, parar em algum jardim ou no Campo de Marte por exemplo, olhando pra Torre Eiffel, tirar a salada da bolsa e fazer minha refeição. Numa viagem recente a Florida, nosso hotel tinha geladeira e microondas. Como precisávamos trabalhar do hotel em parte do dia, resolvemos ir ao supermercado e procurar opções pro almoço que podiam ser aquecidos no microondas. A noite, íamos sempre a um bom restaurante, sem estourar nosso orçamento. Em Berlim, juntei as amigas, passamos no supermercado e fizemos um picnic em frente ao Berliner Dom que é a catedral de Berlim.

economizar na alimentação em viagens

Picnic em Berlim

Na Itália a gente comprava vinhos super baratos e comidinhas semi prontas.

3. Pergunte aos locais

Peça dicas de restaurantes a pessoas que vivem no lugar. Mas não pergunte pelos restaurantes que os turistas vão, pergunte pelos lugares que eles gostam de comer. Se estiver querendo economizar, evite concierges e taxistas, que sempre vão te mandar pra lugares que muitas vezes pagam pra eles darem as dicas. Em Barcelona, descobri um restaurante tentando conversar com um jornaleiro. Nas Ilhas Virgens Americanas a gente pediu dicas para o motorista que estava nos levando pra todos os lugreas, eu queria provar um pouco da culinária tradicional deles e caseira e pedi pra ele nos levar no restaurante onde ele parava pra comer. Foi uma delícia e uma boa surpresa.  Normalmente você vai descobrir lugares muito mais em conta que os tradicionais restaurantes para turista e com uma comidinha muito mais saborosa.

4. Tente fazer a maior refeição do dia pelo menor preço possível

Alguns hotéis oferecem café da manhã já incluído na diária e se você tem essa opção, tire bom proveito disso. Em Hilton Head, South Carolina, nosso hotel oferecia um café da manhã super farto até as 10 da manhã. Depois disso, comíamos um sanduíche leve na rua e então a noite, era a nossa vez de gastar um pouco mais, numa boa refeição. Quando não se tem a opção do café da manhã incluído, procure opcões de buffet de café da manhã ou “brunch” que são opções muito comuns nos EUA e Europa nos fins de semana. Normalmente sai muito mais barato que um almoço ou jantar. Em Las Vegas por exemplo, onde as opções de alimentação são abundantes, alguns buffets tem preço especial pra almoço e permitem a entrada até as 4 da tarde. Nesses casos, um almoço mais tarde pode fazer as vezes de almoço/jantar e pra fechar a noite, um lanchinho leve.

buffet vegas

Buffet vegas

5. Divida seu orçamento em várias refeições menores/mais baratas, e se permita comer num bom restaurante.

Separe um valor predeterminado por dia para as refeições e quando der para comer por menos, guarde o restante para adicionar no valor do dia seguinte e poder uma refeição mais legal. As vezes quando estou batendo perna numa cidade nova e com horários de jetlag loucos nos primeiros dias como coisas leves, uma saladinha, um sanduiche, principalmente durante o almoço(que muitas vezes é horário do café da manhã pra mim) e com isso dou uma caprichada na hora do jantar. Os food trucks, nova sensação em muitas cidades pelo mundo também são uma ótima opção de refeição em conta

E vocês? Alguma dica ou técnica que usem para alimentação em viagens?

Por Claudia Beatriz

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